Esperança e Alvorada

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Mother encouraged her son outdoors at sunset, silhouette concept

Professor Moacir

A palavra esperança, na Língua Portuguesa, é um substantivo derivado do verbo esperar, na minha opinião, tem o condão de trazer um grande alento àqueles que não conseguem ver além do horizonte.

Quem gostava muito desta palavra era o Presidente Juscelino Kubitschek, que foi um entusiasta do desenvolvimento nacional. Não à toa, a sua maior obra, a construção de Brasília, ganhou o título de capital da esperança.

Possivelmente a desesperança tem vindo nas asas da violência, do desrespeito às normas, e de outras tantas mazelas que tem acometido o povo brasileiro hodiernamente.

A palavra esperança vem do latim, do verbo SPERARE, que significa “confiança e algo positivo.”

Além dessa, outra palavra que esteve constantemente presente no governo do citado Presidente era “ALVORADA”. Essa palavra refere-se ao romper da alva; à primeira claridade matinal; ao crepúsculo da manhã. Talvez por isso a habitação dos Presidentes da República em Brasília-DF, tenha recebido o nome de Palácio da Alvorada.

Notícias jornalísticas de natureza negativa parecem ter força suficiente para influenciar aqueles que não tem os olhos cheios de esperança, chegando, inclusive, a trazer algum desalento. No entanto, quando lembro que a grande mídia é composta por empresas jornalísticas que tem por finalidade maior o lucro, eu preciso  pensar duas ou mais vezes quais são as reais intenções em se noticiar este ou aquele fato.

Quando ouço os jornalistas televisivos falando de forma emocionada, que inclusive me deixam agitado, alegre, penso se que aqueles gritos, arroubos, são pura e espontânea alegria ou se tem outra finalidade mais importante, como, por exemplo, prender-me à frente da televisão, mesmo enquanto estão passando comerciais de carros, bebidas, cigarros, às vezes com moças belíssimas que se quer um dia as verei pessoalmente. Isso me faz refletir que existe uma pensada intenção para que eu fique vendo televisão, mesmo durante os comerciais, para que aumente o valor do custo dos anúncios ali veiculados.

A mídia televisiva precisa da atenção dos esperançosos ou daqueles que estão sem muita esperança. Às vezes acredito que o seu maior propósito é iludir, distrair, inclusive com cenas tórridas entre atores e atrizes bonitos, que não tem por finalidade informar. Por outro lado, durante o período destinado aos jogos da copa mundo, enquanto alguns torcem e bebem até não poder mais diante da televisão, outros lucram horrores e concentram ainda mais riquezas, em qualquer preocupação com os esperançosos ou com os desesperançados. Para esses vale a máxima, como a muito cantava Victorino Silva, “Jamais alguém dirá: sou inocente!”

Problemas sociais no país não faltam. A população crescente, e mais, a falta de valorização da educação para o trabalho são causas geradoras de outros problemas sociais. Por exemplo, a violência tem causas, que podem ou não ser visíveis, e tem consequências também, que geralmente são as mais visíveis.

Por outro lado, como diz uma bela canção do Conjunto Voz da Verdade, “nunca houve noite que pudesse impedir o nascer do sol, e a esperança.” Dias melhores virão. A educação pode gerar expectativas positivas e, certamente, a garantia de dias melhores que se descortinam no horizonte. Haja o que houver, manter a esperança é uma necessidade que se impõe. Quer ser feliz? Tenha esperança. Quer ver dias melhores, renove-se ao alvorecer.

E como já dizia Luiz Gonzaga, “olhe pro céu, meu amor! Veja como ele está lindo!” Isso é esperança. Quando todos compreendermos a importância  da educação, a esperança surgirá. A alvorada de um novo dia vai raiar. Tenha esperança, a manhã trará um novo dia. Creia. Tenha fé.

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